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KATIA LEITE MANSUR, una brillante y activa geóloga brasilera asistió al PRIMER CONGRESO LATINOAMERICANO Y DEL CARIBE SOBRE INICIATIVAS EN GEOTURISMO, celebrado en La Asunción, Isla de Margarita, REPUBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA, organizado por La FUNDACION GEOPARQUES DE VENEZUELA – FGDV.
KATIA LEITE MANSUR, una brillante y activa geóloga brasilera asistió al PRIMER CONGRESO LATINOAMERICANO Y DEL CARIBE SOBRE INICIATIVAS EN GEOTURISMO, celebrado en La Asunción, Isla de Margarita, REPUBLICA BOLIVARIANA DE VENEZUELA, organizado por La FUNDACION GEOPARQUES DE VENEZUELA – FGDV.
Todas las presentaciones estarán disponibles en la página de internet de FGDV, sin embargo KÁTIA MANSUR nos anticipa una sinóptica y exacta descripción de los temas expuestos en este primer importante evento. (El próximo evento será en Brasil).
El artículo se lo presenta en su versión original en portugués para mantener el estilo, considerando que su lectura en español es comprensible.
Relato
I Congreso Latinoamericano e del Caribe sobre Iniciativas en Geoturismo
I Congreso Latinoamericano e del Caribe sobre Iniciativas en Geoturismo
Geral: o evento foi organizado de forma em que as manhãs fossem reservadas para as conferências. Na parte da tarde ocorreram discussões sobre a criação da Rede Latinoamericana e do Caribe para a Defesa e Conservação do Patrimônio Geológico, Mineiro, Metalúrgico e Paleontológico (Red Latinoamericana y del Caribe para la Defensa y Conservación del Patrimonio Geológico, Minero, Metalurgico y Paleontológico), grande objetivo estratégico do evento. Foram formados 4 grupos de discussão: Geoturismo, Rede, Legislação e Inventário.
Na platéia havia muitos turismólogos e também estudantes de geologia e turismo.
O Congresso foi patrocinado pela empresa estatal CVG Minerven - Compañía General de Minería de Venezuela (http://www.cvgminerven.com/).
Dia 16 de março:
v Abertura
a) 1a. Conferência: César Velazques – da Ilha de Cubagua. Morador, artista (músico da melhor qualidade!) e defensor do patrimônio de Cubagua. Colocou a posição das comunidades tradicionais da ilha que guarda tesouros geológicos, históricos, paleontológicos, arqueológicos e imaterial. Importância: pescadores de pérolas, cidade mais antiga da América, exsudação de petróleo no mar a 10 metros da arrebentação, afloramentos do Mioceno e Pleistoceno expostos por ação de movimento da placa do Caribe (fósseis abundantes), sambaqui, neotectônica, cânion (o rio não existe hoje) e uma beleza impressionante. Nesta ilha fizemos a excursão de campo no dia 20.
b) 2a. Conferência: Kátia Mansur – apresentação do Projeto Caminhos Geológicos – Brasil – PCG. Foi feito um relato das ações em curso no Brasil para divulgação e conservação do Patrimônio Geológico. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo projeto e seus desdobramentos do ponto de vista da divulgação científica para a população em geral, geoturismo e geoconservação.
Dia 17 de março:
a) 1a. Conferência: César Velazques – da Ilha de Cubagua. Morador, artista (músico da melhor qualidade!) e defensor do patrimônio de Cubagua. Colocou a posição das comunidades tradicionais da ilha que guarda tesouros geológicos, históricos, paleontológicos, arqueológicos e imaterial. Importância: pescadores de pérolas, cidade mais antiga da América, exsudação de petróleo no mar a 10 metros da arrebentação, afloramentos do Mioceno e Pleistoceno expostos por ação de movimento da placa do Caribe (fósseis abundantes), sambaqui, neotectônica, cânion (o rio não existe hoje) e uma beleza impressionante. Nesta ilha fizemos a excursão de campo no dia 20.
b) 2a. Conferência: Kátia Mansur – apresentação do Projeto Caminhos Geológicos – Brasil – PCG. Foi feito um relato das ações em curso no Brasil para divulgação e conservação do Patrimônio Geológico. Foram apresentadas as ações desenvolvidas pelo projeto e seus desdobramentos do ponto de vista da divulgação científica para a população em geral, geoturismo e geoconservação.
Dia 17 de março:
a) 1a. Conferência: profa. Lolita Campos – da Universidade da Costa Rica: apresentou seu projeto de Geoturismo associado ao programa da universidade que visa o desenvolvimento de projetos de interesse social (o turismo é um deles). Na costa Rica ocorreram mudanças no uso da terra induzidas pela implementação de normas ambientais. Elas levaram a que (espontaneamente) os pequenos produtores rurais reflorestassem ou reformassem suas fazendas para recepção de visitantes (cavalos, gastronomia, percursos), mas tendo como atrativos principais a fauna e a flora. O projeto introduz a geologia nos percursos. Produziu um guia geoturístico. Será impresso em 2009. Interessante: como a Costa Rica não tem mineração, o trabalho dos geólogos é relacionado principalmente à Gestão Ambiental.
b) 2a. Conferência: turismólogo Allison Anzola – da Venezuela. Apresentou o caso da Mina de ouro de Aroa, localizada em Yaracuy. Esta mina (com 400 anos), além de sua importância como patrimônio ecológico, geológico e mineiro, possui importância histórica porque foi uma herança de Simon Bolívar. Foi explorada por empresas inglesas, italianas e uma norte-americana. Guarda manuscritos, equipamentos e ruínas. Mas, principalmente, possui uma organização comunitária que deseja realizar a exploração turística do lugar. Foi apresentado o projeto de aproveitamento turístico com base comunitária.
c) 3a. Conferência – Geólogo Vicente Encalada – do Equador. Apresentou um projeto hidrogeológico de recarga artificial em área vulcânica, segundo a técnica já utilizada pelos indígenas (manejo das chuvas feito por comunidades pré-incaicas – Los Paltas). Na área, uma mineração de ouro á visitada por turistas. Hoje é uma pequena mineração (empresa comunitária: mineiros e comunidade) que utiliza recirculação de água em circuito fechado: projeto nos moldes de um “comércio justo” - social, gênero, ambiental e tributário.
d) 4a. Conferência – Profa. Lucia Barbosa – Universidade Bolivariana de Venezuela. Esta universidade trabalha o conhecimento geológico com foco na necessidade das comunidades (Pedagogia da Terra (Gadotti, 2002): Ecologia Natural, Social e Integral). O serviço comunitário é obrigatório na Universidade. Foram apresentados 2 exemplos, sendo que o da Mina de Aroa não foi detalhado já foi apresentado em outra conferência. O caso descrito foi o de Los Corales (Estado de Vargas), onde uma inundação levou à destruição de prédios e casas (inclusive pela movimentação de grandes blocos de rocha). As saídas de campo sempre envolvem encontros comunitários, num claro exemplo de Geologia Social.
Dia 18 de março:
a) 1a. conferência – Prof. Arsénio Gonzales Martinez – Universidade de Huelva – Andaluzia - Espanha. Sua conferência tratou do Patrimônio Geológico-Mineiro da Espanha. Mostrou os antecedentes legais e eventos. Informou que o inventário espanhol possui 144 geossítios de interesse mundial. Tratou dos 2 Geoparques espanhóis e de outros locais de interesse para criação de geoparques. Falou sobre um acordo específico entre o Conselho de Meio Ambiente e a Universidade de Granada para inventariar e estabelecer critérios de valoração para o Patrimônio Geológico da Andaluzia. Trouxe a notícia de que o governo espanhol aprovou decreto que torna obrigatório o inventário do patrimônio geológico (notícia no jornal El Mundo da semana anterior ao congresso).
b) 2a. Conferência – Química e arqueóloga Patrícia Estevez - do Equador. Apresentou trabalho sobre o resgate e conservação do Patrimônio Metalúrgico pré-hispânico. Apresentou as características de produção (ex: produção de objetos em platina datados de 915-780 anos a.C. e de ouro de quase 1.500 anos a.C. – com fornos de fundição); os componentes iconográficos e simbólicos; e os recursos tecnológicos utilizados, mostrando a importância da produção de peças em Au, Pt, Cu e Ag no Equador. As fontes do minério também foram investigadas para complementar os trabalhos com dados da mineração. Impressionou a qualidade e técnica utilizadas.
c) 3a. Conferência – Geóloga Ana Serra – da Oficina Nacional de Recursos Minerales – ONRM de Cuba. Apresentou o procedimento para declaração de patrimônio geológico e mineiro em Cuba. Baseou sua apresentação na evolução da legislação cubana até que em 2008 se incluiu a Geoconservação na legislação nacional, sob os cuidados da ONRM. Apresentou o caso da Mina de Matahambre: mina de cobre encerrando suas atividades deixando importante patrimônio mineiro e uma população de trabalhadores que necessitavam ser recolocados (abriu-se nova mina na área através de estudos da ONRM e trabalhadores foram colocados na indústria do tabaco, tradicional na região). Apresentou a definição legal de patrimônio geológico e chamou a atenção para as coleções e litotecas como exemplos importantes de patrimônio geológico.
d) 4a. Conferência – Prof. Jean-Noel Martinez – paleontólogo da Universidade Federal de Piura, no Peru. Apresentou conferência sobre a Paleontologia como base potencial para o desenvolvimento turístico, cultural e educativo, por meio da descrição de alguns casos concretos no Peru. O forte da paleontologia no Peru é a megafauna pleistocência. Quem cuida do patrimônio paleontológico é o Instituto Nacional de Cultura. O INGEMMET (Serviço Geológico nacional) fez convênio com o Inst. Cultura para cuidar do patrimônio geológico. Mostrou casos de pesquisa, depredação e roubo de fósseis (semelhantes aos que temos no Brasil).
e) 5a. Conferência – Prof. Ascanio Rincon – do Instituto Venezuelano de Investigações Científicas. Mostrou os importantes sítios paleontológicos venezuelanos associados a poços de asfalto. São muitos e espalhados pelo país – idade Plio-Pleistoceno. Incrível variedade e quantidade de fósseis em cada sítio – da ordem de milhares de exemplares por m3 de asfalto pesquisado. Mostrou as técnicas e alguns casos de pesquisa. Chamou a atenção quanto a não localização precisa dos sítios dada a depredação e roubo de fósseis.
Dia 19 de março:
a) 1a. Conferência – Geóloga Leyni Bitriago – da Venezuela. Tratou de um caso de gestão do patrimônio espeleológico na Venezuela e seu conflito com a mineração de mármores no entorno. Mostrou o envolvimento da comunidade na divulgação e proteção e o papel dos geólogos e turismólogos na identificação e divulgação dos sítios. Baseou sua apresentação na necessidade de se conseguir um desenvolvimento comunitário, sustentável do ponto de vista patrimonial e financeiro.
b) 2a. Conferência – Geólogo Everaldo Nunes, do IEMA, Espírito Santo, Brasil. Apresentou o projeto Jardim Geológico que desenvolveu na região do Sana, Macaé, estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um projeto de educação, baseado na possibilidade das crianças e visitantes interagirem com as rochas mapeadas na região por meio de maquetes, textos e, principalmente, um jardim, onde as rochas são os principais elementos. Todo o projeto foi embasado no fato de que a informação é um direito de todos, onde a legislação, inclusive a do direito do consumidor, foi considerada.
c) 3a. Conferência – Prof. Josep Mata-Perelló – da Universidade Politécnica da Catalunha – Espanha. O professor Mata apresentou o projeto para criação do Geoparque da Catalunha Central. Mostrou farta documentação fotográfica sobre os geossítios de interesse geológico, pedagógico e social (áreas de risco) e mineiro da região de Bages e o museu da IPC. A paisagem geológica e cultural (Monserrat), a mineração de sal, o abatimento de uma dolina numa região povoada foram apresentadas como exemplos de geossítios selecionados. Apresentou, ainda, as fichas de inventário utilizadas.
d) 4a. Conferência – Roigar Lopez, Francisco Hurtado e Jesus Salazar da FGDV – os nossos anfitriões, jovens entusiasmados e competentes, apresentaram os trabalhos que vêm fazendo na Venezuela através da ONG que fundaram. Mostraram os esforços que fizeram para conhecer diversas experiências no mundo e de como pretendem seguir avançando. O I Congreso foi o passo para fortalecimento desta aliança que estão buscando com os demais países da América Latina e Caribe.
Resultados
a) Foi escrita uma declaração com os resultados das discussões do evento – concluindo pela criação da Red Latinoamericana y del Caribe para la Defensa y Conservación del Patrimonio Geológico, Minero, Metalurgico y Paleontológico que todos os presentes se comprometem a divulgar. A rede foi criada, com sede na Venezuela, cuja legislação permitiu que esta forma de associação fosse criada de forma simples. Inclusive se aproveitou da infraestrutura da FGDV, que dispõe de advogados e possui as condições legais para tal. Cópia do documento da formação da rede: estou aguardando o definitivo para encaminhar para todos de nosso grupo. Vou aproveitar e postar (no site do grupo) os documentos gerados numa reunião anterior que ocorreu no Equador e o documento que gerou a criação da Rede Equatoriana.
Próximo Congresso – foi sugerido o Brasil como próximo anfitrião. Pensei em aproveitar que pretendemos fazer o I Simpósio Nacional e fazer em conjunto o II Congreso Latinoamericano e Del Caribe sobre Iniciativas en Geoturismo. Mas isto só é possível se contarmos com o apoio de vocês. O que acham?
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